CABARÉ (CABARET – 1972)

Este drama com tons de comédia e romance e muita música (coreografias musicais no próprio cabaré), ganhou 8 Oscars em 1973 (ano de “O poderoso chefão”): Melhor diretor (Bob Fosse – ganhou do Coppola !), Melhor atriz (Liza Minelli), Melhor ator coadjuvante (Joel Grey), Melhor trilha sonora adaptada, Melhor som, Melhor direção de arte, Melhor fotografia e Melhor edição. Uma obra de vulto, portanto, e de qualidade. Filme gostoso de se assistir, graças ao ritmo, às belas e criativas composições e à magistral atuação de Liza Minelli, que realmente dá vida ao enredo, embora todos os integrantes do elenco participem ativamente em uma harmonia de mérito: alcançadas pelo diretor Fosse, que também foi o coreógrafo, criando movimentos e posturas inéditas e espetaculares (razão também de seu Oscar na direção). Outro que dá um show é o oscarizado Joel Grey, como uma espécie de “mestre de cerimônias” do cabaré. Michael York sendo Michael York, Helmut Griem e Marisa Berenson no auge da beleza são outros destaques. Uma produção muito bem cuidada, principalmente com as performances e números musicais do cabaré e que navega no início da década de 30 na Alemanha já nazista, assunto mais das entrelinhas, naturalmente. Não sinto que hoje em dia o filme tenha o mesmo impacto, mas mesmo assim mantém um alto nível qualitativo e principalmente Liza permanece como imorredoura em sua multifacetada Sally Bowles. 9,0
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