JINDABYNE (2006)

Um interessante e diferente drama (até porque australiano), que começa forte e depois segue por um bom tempo em um ritmo bastante lento – que não é para todos os gostos -, mostrando a rotina normal de pessoas que moram próximas a um lago – o do título e que tem o mesmo nome da cidadezinha -, o qual esconde em suas águas a cidade antiga, submersa após a construção da represa, nos anos 60. No entanto, a partir de certo acontecimento envolvendo um grupo de amigos, tudo começa a mudar e ficar intenso, com desdobramentos sequenciais e inesperados, que envolverão o espectador inclusive no dilema ético que precipitou todos os fatos: como cada um agiria no lugar deles? Será que estavam totalmente errados ou efetivamente era uma situação que poderia facilmente (diante das circunstâncias todas) induzir qualquer um ao erro? Cada um poderá retirar dos fatos o que bem lhe aprouver, com um detalhe: o manancial de acontecimentos posteriores poderá demonstrar qual é ou seria o melhor e mais correto caminho a ser seguido. Embora exista o lado policial da história e o da cultura aborígene como fatos muito relevantes, o foco mais dramático do filme é realmente o das grandes proporções que um ato aparentemente banal pode tomar, caso não seja analisado em todas as suas facetas e sob a perspectiva certa; e sua enorme repercussão na vida de várias pessoas, desencadeando inclusive situações inesperadas e de certo modo trágicas. O flme, que concorreu em vários festivais importantes e recebeu inúmeros prêmios inclusive, é dirigido pelo australiano Ray Lawrence e muitíssimo bem interpretado pela americana Laura Linney (“O show de Truman”, série “Ozark”) e pelo irlandês Gabriel Byrne (“Os suspeitos”, série “Terapia”). Ambos já trazem um diferencial, sem dúvidas. Em tempo: a cidade de Jindabyne fica em Nova Gales do Sul (sudeste) na Austrália, nas Snowy Montains, distante menos de 200 Km da capital (Canberra). 8,6

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