A CONFISSÃO (THE CONFESSION – 1999)

Com belas atuações de Ben Kingsley (Ghandi, Ilha do medo) e Amy Irving (A fúria, A competição) e a performance de sempre – com biquinho – do canastrão Alec Baldwin (que do meio para o final do filme até convence em algumas cenas), este filme transita em sua maior parte pelo lugar comum (de vários do mesmo gênero), credenciando-o a facilmente passar em uma “sessão da tarde” ou ser esquecido. Entretanto, na sua segunda metade surpreende e cresce, em razão de um contexto mais aprofundado e que envolve diversos fatos, políticos, jurídicos e de conteúdo ético, inclusive nesse último tema apresentando interessantes questões e que acabam se transformando em lições filosóficas de bem viver. A segunda parte do filme, portanto, faz com que mereça ser visto e se torne algo palatável, inclusive como “filme de tribunal”, embora o julgamento seja uma pequena parte de seu todo. Dessa forma, mesmo não sendo uma obra daquelas memoráveis ou destinadas a se eternizar, é um entretenimento apreciável e que poderá trazer inclusive relevantes reflexões ao espectador. O diretor David Hugh Jones (Nunca te vi, sempre te amei) faz um bom trabalho e imprime o ritmo adequado ao filme, principalmente em sua porção final. Boa diversão. 8,5
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