DIA D – O DIA DA REVELAÇÃO (DISCLOSURE DAY – 2026)
- Embora já se percebam muitos sinais de que se trata de uma obra de Steven Spielberg, diretor que não necessita de apresentação (Caçadores da arca perdida, Tubarão, ET, Jurassic Park, A lista de Schindler e muitos outros), a primeira metade deste filme, do gênero ficção científica/fantasia, parece meio estranha, enigmática, carece do habitual carisma, inclusive quanto aos personagens. Mas o enredo segue esse caminho, acumulando reticências, com certa prolixidade para fatos e coisas, algumas que não se esclarecem e outras que parecem se perder no vazio. Mas em pouco tempo perceberemos que na verdade o que o diretor (e roteirista – e gênio!) Spielberg faz é ir nos nutrindo de informações esparsas, de fatos isolados, de dados incompletos, mas para que, subitamente, tenhamos todas as armas aptas a completar o quebra-cabeças: e após entender o verdadeiro sentido da coisa, ficamos completamente envolvidos e em muitos instantes estarrecidos na metade final do filme. E todos os elementos que sempre caracterizaram esse diretor se revelam presentes e, enfim, de forma completa, brindando-nos com uma história muito bem enredada e interessantíssima, com um elenco seguro (grande destaque para Emily Blunt – embora bela participação também de Colman Domingo, Colin Firth), o capricho de sempre das imagens, efeitos especiais (fotografia!) e cenas de ação e sentimentais, além, é claro, de uma trilha sonora perfeita, que emoldura também as cenas de tensão e suspense (como a do trem de carga). E as surpresas intensificam toda a gama de emoções e de uma forma estupenda nos minutos finais. E um fecho que pode ser considerado simplesmente brilhante. Aliás, Spielberg tem esse mérito, de nos levar a priorizar a emoção sobre a razão. Em resumo, apesar das opiniões diversas, para mim uma obra maior de Steven Spielberg e que consolida sua condição de um dos maiores cineastas da história do cinema. 9,5
