PAPILLON (PAPPILON – 1973)
Ainda hoje, mais de 50 anos depois de seu lançamento, este filme mantém sua força. Baseada na autobiografia de Henri Charrière, dirigida por Franklin James Schaffner (O planeta dos macacos de 1968, Patton) e magnificamente interpretada por Steve McQueen (Sete homens e um destino, Bullitt, Os implacáveis) e Dustin Hoffman (A primeira noite de um homem, Perdidos na noite, Maratona da morte, Tootsie), esta produção se tornou um clássico, embora não tenha sido o primeiro filme a enfocar a temida prisão da Ilha do Diabo (colônia penal francesa localizada na Guiana Francesa). A localização isolada, as selvas, pântanos e o oceano selvagem que a cercavam, somada aos métodos brutais de tratamento, faziam com que fosse a prisão mais temida da época, para onde eram encaminhados os criminosos mais perigosos, embora também se saiba que para lá também foram mandados muitos prisioneiros tidos como inimigos políticos da França e certamente alguns que não tiveram o devido e justo julgamento. Os fatos aquí enfocados ocorrem a partir da década de 30 e a maneira de ser contada a história mantém o interesse do espectador do início ao fim do filme, com bastante drama, algum suspense e muitas emoções. Mas, de tudo, o que acaba ficando em nossas retinas, em meio a privações, violência, desumanidade, é a inesgotável força do caráter, a resiliência do ser humano. De se destacar, ainda, que além da excelência do roteiro, direção e interpretação, o filme apresenta um tema musical belíssimo, embora apareça basicamente na parte final, o que de certo modo frustra, porque bem poderia acrescentar especiais sentimentos em outros momentos do enredo: de todo modo, uma trilha sonora que, embora injustamente esquecida nos dias de hoje, é maravilhosa e que gera nos corações efeitos permanentes, sendo de autoria do aclamado Jerry Goldsmith (O planeta dos macacos, Patton, Alien, Jornada nas estrelas, Rambo). Embora algo doloroso, um belo filme. 9,3
