LUZES DA RIBALTA (LIMELIGHT – 1952)
Um dos filmes mais sentimentais de Chaplin, apresenta como um dos pontos fortes a bela e imortal música (de mesmo nome que o filme), confirmando o extraordinário ecletismo do ator, comediante, dançarino, produtor, roteirista, diretor, compositor, arranjador etc, que aquí faz o papel do “palhaço” Calvero. Com um texto muitas vezes profundo e filosófico, o filme tem momentos alegres, mas predominam os melancólicos, a despeito dos bons valores que as histórias desse gênio do cinema sempre procuram passar. A essas alturas, Chaplin com 63 anos já havia entregue ao mundo suas principais obras (em ordem cronológica): “O garoto”, “Em busca do ouro”, “O circo”, “Luzes da cidade”, “Tempos modernos”, “O grande ditador” (1940). Mesmo assim, sua performance fica longe de mostrar um homem sessentão, parecendo mais um moço em plena forma. Sua parner foi a fotogênica e ótima Claire Bloom (na época com 21 anos), que pela atuação recebeu o Bafta (Oscar britânico) de 1953 na categoria de “Atriz revelação”; outro Bafta ela ganharia 13 anos depois, como melhor atriz pelo filme “Shadowlands” e em 2013, aos 82 anos, foi nomeada Comendadora da Ordem do Império Britânico. Curiosidades: 1 – participa do filme Buster Keaton, que era rival de Chaplin no cinema mudo; 2 – o filme, que foi o antepenúltimo da carreira do artista, não pôde estrear em Los Angeles em 1952 – e sim somente vinte anos depois! – porque Chaplin estava sendo investigado por possíveis vínculos comunistas. Não é o melhor filme do diretor, mas filme com sua chancela já começa qualitativo e além disso tem apreciável conteúdo, algumas cenas e música icônicas, rendendo algumas reflexões e muitas emoções: também graças à química entre os protagonistas. 9,0
