A PONTE DO RIO KWAI (THE BRIDGE ON THE RIVER KWAI – 1957)
Uma bela e premiada produção, com todo o aroma do épico, inclusive por ser dirigida por um mestre em filmes de estilo grandioso: David Lean, que deu ao cinema, entre outras, obras como “Lawrence da Arábia”, “Doutor Jivago”, “Uma passagem para a Índia” e “A filha de Ryan”. Com ótimo elenco e ritmo, o roteiro tem elementos poderosos e cenas marcantes, embora naturalmente possua um nacionalismo britânico exagerado, em detrimento inclusive dos próprios personagens do exército japonês. Como diz o nome do filme, tudo gira em torno da construção de uma ponte, inclusive valores como honra, patriotismo, lealdade, tenacidade, capacidade de engenharia, disciplina, empenho etc. Uma bela aventura com magistral fotografia, uma música de sucesso atemporal (assobiada no filme pela tropa dos ingleses: “Colonel Bogey March”) e destaque nas performances de Alec Guinness (principalmente) e William Holden. Pelo ufanismo já mencionado, talvez hoje soe como superestimado, principalmente se considerarmos os que foram derrotados por ele no Oscar de 1958: este filme ganhou os Oscar de Melhor Filme, Diretor, Ator (Guinness) e Roteiro – no total de 7 Oscar -, vencendo concorrentes que talvez merecessem mais nessas categorias, como os filmes “Doze homens e uma sentença” e “Testemunha de acusação” e os atores Charles Laughton (“Testemunha de acusação“) e Marlon Brando (“Sayonara”). De todo modo, um importante e vistoso filme de drama e ação envolvendo a segunda guerra, o sudeste asiático e seus vários aspectos humanos – incluindo temas éticos – e que consta em várias listas como um dos clássicos do cinema, até mesmo pelo sua inesquecível parte final. 8,9
