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A THOUSAND TIMES GOODNIGHT

a thousandJuliette Binoche faz aqui uma fotógrafa de guerra. O filme, produção tríplice (Irlanda, Noruega e Suécia), é contemporâneo, portanto enfoca o Afganistão, a África, milícias…É um drama que começa muito forte e segue caminhos inesperados quando aborda a vida pessoal. É criado um conflito entre a vida privada e a “missão” da fotógrafa de levar ao mundo as atrocidades que acontecem e que não seriam reveladas de outra forma (Vaidade? Idealismo? No caso, o filme não cogita do primeiro fator). Mais complicado fica, quando se estabelece o confronto vocação x família. Só estranhei o filme não ter abordado o que me pareceu um dilema ético, logo no início: o do distanciamento do fotógrafo do fato, mesmo daquele que represente ameaça à vida e em que ele possa intervir… À parte essa questão, o filme é sério e seguro nas interpretações e na direção (Erik Poppe, que recebeu no final de 2013 o prêmio especial de direção no Festival de Montreal – Grand Prix). Até permite alguns questionamentos quanto à verossimilhança, mas na parte final é algo dolorido, mas ao mesmo tempo belo pela mensagem que passa.  8,5

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