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PACTO DE SANGUE (DOUBLE INDEMNITY)

 Billy Wilder foi um dos maiores diretores da história do cinema, tendo morrido com 95 anos e deixado obras belíssimas e de vários gêneros. Impressionante seu currículo, sendo que entre outros filmes, foi diretor de “Farrapo humano”, “Crepúsculo dos deuses”, “A montanha dos sete abutres”, “Inferno nº 17”, “Sabrina”, “O pecado mora ao lado”, “Testemunha de acusação”, “Quanto mais quente melhor”, “Se meu apartamento falasse” e “Irma la douce”. Este “noir” de 1944 (um dos primeiros filmes “noir”) é um filme de crime, suspense e mistério,  inspirado em uma história real. Diálogos ágeis, ácidos, ação constante e precisa, personagens interessantes e muito bem caracterizados:  Fred MacMurray muito bem ao lado do ótimo Edward G. Robinson e da sempre surpreendente Bárbara Stanwyck, que não era uma mulher tão bonita assim (um pouco fora do padrão hollywoodiano), mas sem dúvidas uma grande atriz e com um charme e poder de sedução que costumava passar para os seus personagens. Este filme talvez tenha envelhecido para alguns, mas na minha opinião continua íntegro, extremamente interessante e atraente, inclusive pelo roteiro, ritmo, fotografia etc. O título em inglês já dá a pista da trama, que envolve cláusula de indenização dobrada em contrato de seguro, crime e questões passionais. Foi indicado a 7 Oscars e não ganhou nenhum: filme, diretor, atriz, som, fotografia, trilha sonora e roteiro (de Wilder com Raymond Chandler). Segundo alguns críticos, é um dos filmes mais injustiçados da história do cinema.  8,8

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