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DJANGO LIVRE

Django-Livre-poster-12Nov2012

Quentin Tarantino sabe tudo de cinema. E acho que se diverte mesmo é na montagem de seus filmes. Nesta produção, lançada neste início de 2013 e em que faz uma ponta (além de fazer o roteiro, dirigir e editar), mais uma vez homenageia os westerns com músicas inesquecíveis, a começar pela linda e clássica canção de abertura, que deu mais fama ao faroeste “Django”, de 1966, estrelado por Franco Nero (que neste filme, homenageado, aparece em uma cena rápida e engraçada com seu “sucessor”). Só que o Django de Tarantino, para começar, é um Django negro e livre das correntes em época de escravidão nos EUA (o unchained do título em inglês). E a partir daí temos um prato cheio e saborosíssimo, com ótima trilha sonora, som e fotografia impecáveis, domínio perfeito da linguagem do cinema, humor negro, várias referências cinematográficas, personagens interessantíssimos desempenhados por atores ótimos, roteiro muito original em, para resumir, um faroeste diferente mas com a roupagem de todo western que se preza, inclusive até exagerando a violência nas cenas bastante realistas de ação. Um filmaço e que já seria assim se fosse um simples faroeste, mas que extrapola o gênero, pelo talento, cultura e amor ao cinema desse fabuloso e singular cineasta. Desempenhos excelentes de Jamie Foxx, Samuel L. Jackson e do hilário Christoph Waltz (que repete aqui a “parceria” com Tarantino iniciada em Bastardos inglórios e que deu o Oscar para esse ator) e além deles, Leonardo Di Caprio, Don Johnson, entre outros. O filme concorre a vários Oscar: filme, ator coadjuvante (Christoph Waltz), roteiro original, fotografia e edição de som –  fosse eu a indicar os concorrentes, certamente incluiria o diretor e teria colocado ao invés do ótimo Christoph Waltz, o excelente Samuel L. Jackson, quase irreconhecível. A par da diversão, cenas de grande plasticidade, fortes na ação e também com bastante tensão, neste filme realmente ótimo e, como sempre, com pitadas cômicas e irresistíveis do inusitado, como, por exemplo, na cena em que os fazendeiros – todos encapuzados – começam a questionar quem confeccionou aquelas máscaras mal feitas que tornavam difícil ver pelos buracos dos olhos, principalmente ao cavalgarem (o cavaleiro cuja mulher fez todos os capuzes é o primeiro a desistir, chateado, da tocaia e abandonar o grupo…). Diversão de primeira!  9,0

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