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DE QUEM É A VIDA, AFINAL?

Mi_vida_es_m_a-415339978-largeUm filme de 1981, mas ainda bastante atual (na temática) e que de modo algum envelheceu também em suas qualidades. Dirigido pelo britânico John Badham (Os embalos de sábado à noite, Tocaia, Jogos de guerra…), tem como assunto principal a eutanásia (portanto, muito tempo antes de Mar adentro, com Javier Barden) e poderia ter optado pelo caminho mais dramático para abordar esse tormentoso tema. Mas escolheu a leveza, isto é, tanto quanto pode ser leve uma temática como essa. E tal opção, valorizada pelo excelente trabalho de Richard Dreyfuss, mostrou-se a adequada, porque ao mesmo tempo em que mostra os dramas e argumentos, os prós e contras para que alguém simplesmente desista de continuar vivendo, o filme poupa o espectador das costumeiras “chantagens emocionais” e o brinda com um texto afiado mas sensível, com bom gosto, delicadeza e muito bom humor, no caso a tônica do personagem tão bem representado por Dreyfuss. A parte final obviamente é a mais emocionante e cada um pode tirar da história a lição que entender melhor, provavelmente chegando a uma conclusão sobre qual a posição mais correta (moral? legal? simplesmente pessoal?). Também atuam a bela Christine Lahti (na época com 31 anos) e John Cassavets (na ocasião com 52 anos e já tendo, como diretor, produzido diversas obras notáveis no seu cinema tido como independente).  8,5

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