HOMO ARGENTUM (2025)
Guillermo Francella (71 anos) é um veterano e maravilhoso ator argentino, que aquí encabeça 16 histórias, todas independentes e curtas (algumas mínimas, praticamente piadas encenadas), mostrando sua impressionante versatilidade, porque os temas são os mais variados, passando inclusive pelo drama, comédia e principalmente pela sátira/crítica social. Ele inclusive é o brilhante protagonista da série de TV Argentina, “Meu querido zelador”, onde desempenha com total autoridade um personagem irresistível e de facetas variadas: a série, iniciada no final de 2022, é das melhores atualmente dentro do gênero, com qualidade de roteiro, elenco, trilha etc, tendo em maio estreado sua quarta temporada (plataforma “Disney”). Mas antes disso, o ator trabalhou em diversos filmes conhecidos, como “O segredo dos seus olhos”, “O roubo do século” e “O clã”. Este filme é mais uma prova do talento de Francella, que apresenta 16 personagens completamente diferentes, em histórias que variam em temáticas e também em duração, embora sejam todas curtas, o que gera as mais diversas emoções no espectador, porque há mensagens de diversas naturezas, inclusive possibilitando boas reflexões e até a identificação com os personagens. Na verdade, muitas das histórias não se enquadram como memoráveis, mas algumas delas são no mínimo instigantes e surpreendentes e com mensagens que soam eloquentes, como a primeira, a do diretor de cinema, a da herança e a última (italiana), que fecha a coletânea com chave de ouro. A produção é excelente em todas elas, assim como todos os atores e atrizes são de alto nível. Uma boa e segura diversão, porque certamente de pelo menos algumas o espectador há de gostar e é o caso em que as melhores já valem o filme todo. Direção de Mariano Cohn e Gastón Duprat e é o tipo de filme que deve divertir quem assiste, como deve ter divertido muito o seu protagonista, por experimentar tantas vertentes, inclusive nas caracterizações (vide cartaz do filme). 8,9
