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THE LOSS OF SEXUAL INOCCENCE

loss_of_sexual_innocence_ver2Importante, de início: trata-se de um drama para adultos e principalmente de um filme “de arte”, sendo quase certo de que não será apreciado fora desses dois contextos. É uma produção americana de 1999 (co britânica), com Julian Sands e Saffron Burrows, com narrativa não-linear (mistura passado e futuro e ainda tem inserções alegóricas).  Depois de ver SUSPENSION OF DISBELIEF, fui procurar outros filmes de Mike Figgis. E este foi o primeiro a que assisti e que confirmou minhas suspeitas de que esse diretor é no mínimo original e provocativo. Instigante também é a palavra que encontro de momento, inclusive para definir este filme, difícil de entender na plenitude. A ideia central é uma só (coerente com o título), mas somos jogados em um mosaico e ficamos o tempo todo buscando as conexões. As coisas vão tomando forma só na parte final e mesmo assim não se consegue a explicação para todos os fatos, não se obtém um sentido perfeito para tudo o que é visto. Pelo menos eu não consegui. Mas o melhor se extrai e do meio do filme para a frente os caminhos ficam menos complexos (antes ainda da Tunísia), a prolixidade dá vez a algo mais palpável e os últimos 20 minutos são realmente claros, embora absolutamente inquietantes e densos/tensos. De todo modo, por menos que eu tenha entendido esse universo vasto e em boa parte simbólico, reconheço que é um filme de efetivo conteúdo, feito por gente competente e inteligente (inclusive quanto à trilha sonora) e que aquilo que consegui absorver do filme valeu a pena. Provavelmente um filme para ver mais de uma vez.  O que aconteceu, isto é, revi o filme para preencher as lacunas e as preenchi (este é um complemento, feito após ver o filme pela segunda vez). Notei que o filme termina como iniciou: um close do menino Nic. E nos créditos finais é citado o ator que interpretou Nic aos 16 anos, ou seja, sempre foi o Nic, em diversas idades. Essa era a dúvida e que provoca confusão, pois se trata de um adolescente moreno e por isso é difícil de associá-lo com o menino e o adulto loiros. Desfeita a dúvida, pode-se resumir o filme como sendo “A vida de Nic ou de quem com ele conectou” e talvez atribuir ao “estilo do diretor” essa única “falha”. Porque se trata, assim, de uma obra lógica, inteligível. Em suma, entendida a simbologia do “pecado original”, talvez o único pecado de Mike Figgis tenha sido não colocar um adolescente loiro, de resto sendo um filme perfeito e acabado.  8,0

 8,0

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