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FLECHAS DE FOGO

Um grande prazer ver um faroeste antigo, daqueles bons, enfocando o Arizona de 1870 (Estado americano do Grand Canyon), os confrontos entre brancos e apaches e as questões de sempre, das terras indígenas invadidas pelos homens brancos (imensas planícies, cerco a caravanas, escalpos…), mas com uma maior profundidade. Em technicolor e com aquelas trilhas sonoras de antigamente, que invocavam a bravura dos pioneiros, é estrelado pelo maravilhoso e versátil James Stewart e tem muito mais a apresentar do que os meros conflitos por questões de terra. É um filme com roteiro (que concorreu ao Oscar 1951) e com um libelo pacifista. Tanto, que ganhou o Globo de Ouro 1951 de Melhor Filme de Compreensão Internacional. E que além do elenco, também composto por Debra Paget e Jeff Chander (que concorreu ao Oscar 1951 de melhor ator), apresenta uma bela fotografia e um ótimo roteiro (que igualmente concorreu ao Oscar) com questões bastante interessantes sendo aprofundadas, como a percepção de existir humanidade nos índios, a consciência da necessidade da paz e de alguém que se preste a ser uma espécie de embaixador, enfim, um filme que segundo a American Cowboy Magazine ocupa  o 21º lugar entre os melhores westerns de todos os tempos. O título em inglês significa “flecha quebrada” (Broken arrow), que é muito mais adequado do que o colocado para o mercado brasileiro (para variar) e altamente significativo dentro do contexto do filme.  8,8

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