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SELMA

SelmaFilmes sobre racismo são comuns. Mas esse é um dos especiais (embora não tenha a empolgação do trailer), inclusive porque se concentra na década de 60 e na figura mítica do pastor protestante e ativista Martin Luther King Jr., que acabou inscrevendo seu nome na História. Eis os EUA, o suposto país da Democracia, há apenas 50 anos tratando seus cidadãos ainda como animais, sem direitos cívicos/civis. Sob o comando de um Presidente fraco e obviamente também racista (Lyndon Johnson, interpretado por Tom Wilkinson), quando os negros só queriam igualdade, principalmente o direito ao voto. E em uma cidade onde a grande maioria da população era negra – Selma, Alabama -, mas os poucos brancos é que decidiam o destino de todos (por terem direito a voto, micro retrato do país todo), concentrou-se a força da rebelião. Força política, porque a física estava com a polícia, obviamente: racista e violenta, protagonizando cenas que nos deixam realmente revoltados e com uma indignação tão grande, quanto foi a impotência de reação em face da insanidade da força bruta. A ponte Edmund Pettus será inesquecível! Idem a Marcha até Montgomery. Na dolorosa memória reside, assim, a força do filme, que com a excelente interpretação de David Oyelowo (ator não indicado ao Oscar, tendo o fato gerado muitos protestos) e o forte roteiro, foi um dos indicados ao Oscar 2015 de Melhor Filme. Mas a diretora Ava DuVernay também não figurou entre os indicados, fato que também acarretou protestos, tendo servido como consolo o Oscar de Melhor Música (“Glory”). Também integram o elenco Oprah Winfrey, Carmen Ejogo, Tim Roth, entre outros. Filme americano, co-produção britânica.  8,5

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