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A AUTÓPSIA DE JANE DOE

Um suspense-terror para bons estômagos, que lembra alguns clássicos e que tem o mérito de ir construindo aos poucos o clima de horror, mantendo uma permanente e incômoda tensão até o desenrolar dos acontecimentos. E com classe, mérito do diretor e do elenco. Nada que vá ficar para a história, mas um ótimo entretenimento para os fãs. Nada precipitado, nada muito exagerado! Tentando fugir, na medida do possível, dos estereótipos. Também pudera! Uma produção britânica, com um diretor norueguês (André Ovredal), não poderia recair nos clichês que acabam atrapalhando filmes desse gênero. Um bom passatempo, afinal, com foco em um necrotério onde pai e filho – que lá trabalham em parceria – veem chegar um corpo misterioso e enigmático, provindo de uma cena de assassinato e passam a dissecá-lo para tentar entendê-lo e aos fatos do crime. Só a parte final do filme é espetacular e faz tudo valer a pena. A imagem recorrente do cadáver sobre a mesa também é algo impactante e tétrico e mais um elemento marcante (a gente fica com a impressão de que a qualquer momento os olhos da defunta vão se abrir…). E os ótimos protagonistas são escolados: Emile Hirsch (jovem, mas com muitos filmes já na bagagem) e Brian Cox (o veterano ator de 70 anos).  8,0

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