A FESTA DE CASAMENTO

Comédia romântica de 1956 bem agradável de se ver, até por ser bastante realista, ter um ótimo ritmo, assim como destacado elenco e direção. Além do bem estruturado roteiro, escrito por Gore Vidal (famoso dramaturgo, ensaísta e ativista americano) e que discute uma questão central bastante interessante, envolvendo famílias, seus ritos, sonhos e dilemas orbitando as finanças e o casamento, tendo como palco o ser humano e suas atitudes às vezes insensatas e tomadas em nome do que a sociedade dita. O trio principal e que rouba as cenas é formado pelos consagrados Bette Davis (A carta, A malvada), Ernest Borgnine (Marty, O imperador do norte) – maravilhosos -, Debbie Reynolds (Cantando na chuva, Como fisgar um marido), além de, entre outros, Rod Taylor, confirmando ser um bom ator e o veterano ator irlandês Barry Fitzgerald, com seu carisma e classe, aos 64 anos na época. O diretor e que dá total fluidez ao enredo, destacando com leveza o forte texto e seus dramas humanos, é Richard Brooks, que antes deste filme, entre outros, tem no currículo Os assassinos, Sementes de violência e A última vez que vi Paris e depois dirigiria obras como Gata em teto de zinco quente, Doce pássaro da juventude e À procura de Mr. Goodbar. Com momentos engraçados e tocantes, um filme pouco comentado através dos tempos, mas que certamente mereceria maior destaque, mesmo pertencendo a uma década fértil para o cinema. 8,9