007 CONTRA GOLDFINGER (GOLDFINGER – 1964)

O primeiro e mais festejado James Bond ou 007 foi Sean Connery. Ator escocês, com 1,91m de altura, encarnou o agente secreto britânico com sua forte personalidade, seus traços e comportamento másculos, elegância em todos os sentidos, esbanjando charme e tiradas espirituosas e gravando permanentemente na história da série (baseada nos livros de Iam Fleming) não só sua figura, mas diversos adereços que se tornaram ícones da franquia: o drinque favorito (de Connery era o vodka-martini, “batido, não mexido”), o carro tecnológico anti-bandidos (Aston Martin DB5), o “James Bond Theme”, música para as aparições de Bond e os momentos de suspense e perigo (composta por Monty Norman e arranjada por John Barry), a apresentação dos créditos, sempre criativa, embalada pelo tema musical de cada filme, espécie de cartão de visitas, sendo que muitas dessas músicas se tornaram grandes sucessos, inclusive até os tempos de hoje, como “Thunderball” (Tom Jones), “Live and let die” (Paul McCartney) e “Skyfall” (Adele). Neste filme, o lindíssimo tema “Goldfinger”, é magnificamente interpretado por Shirley Bassey. Outras marcas registradas dos filmes de Bond são a frase “meu nome é Bond, James Bond”, além dos vilões  específicos de cada filme (como os interpretados por Telly Savalas, Christopher Lee, Mads Mikkelsen e Javier Bardem) e também as infalíveis “Bond-girls”, como Ursula Andress, Barbara Bach, Carole Bouquet, Maud Adams, Denise Richards, Sophie Marceau, Eva Green, Léa Seydoux e Ana de Armas, entre muitas outras. Também inseparáveis da franquia as mais belas cidades do mundo e os locais paradisíacos e exóticos, além do comando do MI6 (agência da inteligência britânica) pelo (a) “M” e a secretária Moneypenny, com quem Bond sempre flertava de forma rápida e espirituosa. Até hoje muitos admiradores consideram os filmes de Sean Connery como superlativos, elegendo-o como o “melhor Bond”, embora haja muitos defendendo o nome de Daniel Craig, que protagonizou filmes de altíssimo nível, como “Cassino Royale” e “Skyfall”. “Goldfinger” – que tem no mínimo uma cena icônica (a da mulher dourada) – é considerado pela maioria como o melhor de todos os estrelados por Connery, sendo fato que reúne todos os elementos de ação, produção, música, ritmo, tecnologia e efeitos, charme, suspense, picardia e ousadia (nas cenas que sugerem sexo e que sempre ocorrem principalmente no desfecho dos filmes), revelando um James Bond na mais plena forma: os demais foram “007 contra o satânico Dr. No” (1962), “Moscou contra 007” (1963), “007 contra a Chantagem Atômica” ou “Thunderball” (1965), “Com 007 só se vive duas vezes” (1967) e “Os diamantes são eternos” (1971) – em 1983 Connery também estrelou o filme “Nunca mais outra vez”, mas que foi um filme alternativo, remake de Thunderball. 9,0

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