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O HOMEM DE LA MANCHA

Não é fácil levar à tela a história de Don Quixote de La Mancha com todas as suas nuances: a escolha da loucura para combater as injustiças do mundo, nas figuras do cavaleiro errante, de seu fiel escudeiro Sancho Panza e da “Senhora” Dulcineia, na época da Inquisição Espanhola. Mas neste filme de 1972 Arthur Hiller foi muito feliz na direção, conseguindo transmitir toda a beleza e a mensagem humanitária e filosófica extraída do livro. James Coco está ótimo, Sophia Loren linda e maravilhosa, mas Peter O´Toole é quem propicia a mais contundente visão desse fantástico personagem de Miguel de Cervantes nas telas: está simplesmente magistral. Possivelmente a melhor interpretação de sua carreira. E a trilha sonora, que encontra seu ápice na emocionante e fantástica “ The impossible dream”, dá o tom certo para este musical, que é também, drama, aventura e comédia. Da metade para o fim principalmente o filme é irretocável e a emoção aflora a cada minuto, refém ora da fragilidade, ora do vigor, emprestados não apenas pelo enredo, mas pelo virtuosismo de seu protagonista. Um clássico e que deve ser visto por todas as gerações. Curiosamente, para o Oscar de 1973 Peter O´toole não foi indicado ao prêmio de Melhor Ator por este filme e sim por A classe dominante (onde também brilhou, como sempre)…talvez para não dificultar as  coisas, já que Marlon Brando também concorreu e inclusive ganhou pelo O poderoso chefão. E  O Homem de La Mancha não ganhou um Oscar sequer em um ano que foi também de Cabaret, este já esquecido pela maioria do público… 9,2

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