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MULHERES DO SÉCULO XX  

Esta comédia dramática dirigida por Mike Mills trata de diversas questões, universais e também típicas dos anos 70. Com trilha e tons da época, é leve e complexa ao mesmo tempo – foi indicada ao Oscar 2017 de Melhor Roteiro Original e tem o mérito de bem desenvolver todos os personagens, tendo como painel de fundo as mudanças sócio-culturais da época e as dificuldades de adaptação, inclusive sob o foco do conflito de gerações. A ótima interpretação de Lucas Jade Zumann nos permite ver claramente os fatos sob o foco do filho, que na adolescência sofre todas as pressões e dores/descobertas típicas. Não é fácil tampouco para a mãe, a excelente Annette Bening, pois todas as mães desejam que o filho seja poupado das dores do mundo. A frase dela, a certa altura, sintetiza tudo: “O quanto ama o garoto é o quanto vai se ferrar”. É uma obra madura, com Elle Fanning e Greta Gerwig também muito bem e com muitas cenas marcantes, como a da dança, a do discurso de Carter e a da reunião à mesa (“menstruation”). O que fica é que a vida é para ser vivida com o peito aberto, com as emoções assumidas e que os conflitos e dilemas vêm e vão e nem sempre são fáceis de resolver: mas havendo amor, perseverança e coragem/integridade se pode passar pelas fases todas, amargas ou não, com dignidade e sabedoria. O final é belo, original – ficamos sabendo do destino dos personagens por eles mesmos – e tocante.  8,8

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