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DESOBEDIÊNCIA

Após um longo afastamento de sua terra natal por razões que ficaram envoltas em mistério na época, a personagem interpretada pela atriz Rachel Weisz retorna à Inglaterra por razões de luto, as quais, juntamente com o contexto todo, somente aos poucos vão se aclarando. Os fatos e o luto se passam dentro de uma comunidade judaica conservadora, onde naturalmente todos se submetem à obediência às normas, à autoridade do rabino, dos pais e onde a liberdade fica em parte tolhida pelos ritos rígidos e fechados, justamente sendo os fatos que dão origem ao título do filme, que diz respeito diretamente a um passado que retorna como incômodo, para assombrar uma rotina tão sistemática/regrada.  Um drama que vai se desenvolvendo e intensificando aos poucos e que atinge momentos de grande densidade emocional, havendo ao final pelo menos duas cenas belíssimas. Inclusive o que parece previsível ao espectador pode deixar de ser…notadamente após certa notícia inesperada. Os personagens são muito bem interpretados, principalmente por Rachel McAdams e Alessandro Nivola, retratando com talento a intensidade do sofrimento experimentado. Na verdade, os papéis aqui representam um especial desafio para as duas atrizes (ambas Rachel), quer pela dificuldade relativa aos próprios personagens, quer pela natureza e força das cenas, provavelmente as mais ousadas na carreira de ambas.  8,2

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