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PERFECT SENSE

Traduzido para o português (com a irresponsabilidade, imbecilidade e insensibilidade de sempre de alguns, como OS SENTIDOS DO AMOR), o filme é impactante e a princípio à feição dos que apreciam filmes de arte (cult). Mas pode servir a outros públicos também, porque o tema é universal e no final das contas conduz à simplicidade: qual o limite mínimo para a sobrevivência do ser humano? É possível sobrevida na solidão? Qual a real face do desamparo, qual a capacidade de superação, de adaptação do Homem? A que se reduz o ser humano na medida em que vão lhe faltando elementos básicos de civilidade, vitais para que se relacione com outros seres humanos? A partir de uma temática de ficção científica, o enredo se aprofunda e se desenvolve na plenitude de cada etapa da degradação exposta. O que é essencial, afinal? Pode haver esperança? Momentos de perplexidade e até de terror atingem o espectador. Aqui, com o sempre ótimo Ewan McGregor em mais um filme original que protagoniza, no caso juntamente com a bela, sensual, misteriosa e também ótima Eva Green. Baseado em roteiro de Kim Fupz Aakeson (possivelmente inspirado em Saramago, no seu “Ensaio sobre a cegueira”) e com a direção iluminada do escocês David Mackenzie, um filme original, diferente, perturbador e que no final leva à emoção, mas não à fácil e sim à de grandes momentos, de um especial estado de espírito. 9,0

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