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REDEMOINHO

Onde o diretor Denis Villaneuve se envolve, a originalidade e a qualidade se agregam. Este é um filme canadense do ano 2000, anterior, portanto, aos mais famosos que ele dirigiu: Incêndios (2010), Os suspeitos e O homem duplicado (2013), Sicário (2015), A chegada (2016) e Blade Runner 2049 (2017). Mas mesmo assim já se sente claramente a mão peculiar do diretor e neste caso com um roteiro forte, salpicado com surpreendentes pitadas de surrealismo. Pode se dizer que é uma fábula surrealista, embora esse elemento se reduza praticamente à apresentação e ao desfecho do filme (aliás, com irônica e marcante irreverência). De todo modo, passando-se ao largo dessa excentricidade (que, entretanto, tem tudo a ver com os fatos do filme), trata-se de um filme pungente, com ótima trilha e fotografia, que explora com vagar e profundidade a intimidade e os dilemas dos personagens (principalmente da atriz Marie-Josée Croze) e que tem uma narrativa – vários enfoques e temas interligados, inclusive com várias imagens simbólicas – e uma parte final de excelência, tendo ganho vários prêmios, inclusive de roteiro, em festivais. Já naquela época Denis já se mostrava o grande diretor que o tempo consolidaria.  8,8

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