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PARA ROMA, COM AMOR

Depois de homenagear por último Paris em “Meia-noite em Paris”, desta vez Woody Allen faz homenagem a Roma. E com encanto quase similar, mostrando com saborosa competência várias facetas da cidade, além dos costumes de seu povo, tudo por meio de uma história muito bem contada e com o gabarito técnico de sempre: trilha sonora, fotografia, montagem, cenários, elenco…Woody volta a atuar em um filme, mas, ao contrário de algumas obras do passado, desta vez o cineasta não apenas não deixa tudo caricato, como valoriza bastante a trama. O roteiro, aliás, ótimo, repleto de inteligência e também de humor ácido, com severas críticas sociais, tratando da efemeridade da fama, da futilidade da mídia, das infinitas possibilidades da paixão, da hipocrisia social, da vaidade humana, das belezas dos encontros, dos estereótipos humanos, enfim, um painel fascinante e que com ritmo certo vai desfilando com magia e leveza. Penélope Cruz e Judy Davis, atrizes costumeiras do diretor, maravilhosas (principalmente a primeira, no papel de uma prostituta), assim como todo o elenco (Alec Baldwin, Roberto Benigni…). Allen se mostra em ótima forma e o filme tem ótimas tiradas, entre as quais a de um diálogo do personagem que ele interpreta, um americano na Itália, vaidoso por ter sido chamado de “imbecille”, que ele acha que é um elogio e então pergunta o que significa…ao que a esposa replica: “significa aquele que está à frente do seu tempo”.  Muito bom também o personagem de Alec Baldwin, o non sense em torno de Roberto Benigni e os fatos em torno do cantor. Pelo que andei lendo, definitivamente não concordo com a maioria das críticas, que acharam o filme apenas regular, um filme menor do diretor: achei o filme muito bom.Em duas palavras, além de comédia e drama, o filme é simplesmente “uma delícia”. 8,8

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