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SETE DIAS COM MARILYN (MY WEEK WITH MARILYN)

Quem viu na TV a série Dawson´s Creek (1998-2003) lembra certamente daquela adolescente miúda, mas com muita personalidade e um rosto muito bonito, a Jen. Aos poucos,  Michelle Williams foi revelando ainda mais seu talento migrando para o Cinema e trabalhando em vários filmes, entre os quais o polêmico O segredo de Brokebrack Mountain, junto com o seu então marido, o ator Heath Ledger (o coringa do Batman Cavaleiro da Noite, falecido logo depois das filmagens)… até atuar maravilhosamente em 2010 no filme Blue Valentine (que os distribuidores brasileiros chamaram ridícula e bizarramente de Namorados para sempre). Agora, em 2011, desempenha magistralmente uma Marilyn toda sua, mas sem perder a carga de exuberância e contradições carregadas durante toda a trajetória e até os tempos atuais por essa extraordinária deusa do Cinema, que ainda permanece tão adorada, quanto polêmica (inclusive sobre a causa de sua morte e seu envolvimento com os segredos da família Kennedy). O filme retrata apenas a época em que Marilyn Monroe filmou em 1956, em sua primeira visita à Inglaterra,  The Prince and The Showgirl (O príncipe encantado), com o monstro sagrado Lawrence Olivier. Mas justamente desse pequeno universo é que emergem as diversas facetas da atriz e que criaram o mito (tola??? até onde?…): suas angústias, a insegurança para desempenhar tecnicamente seu papel, os atrasos corriqueiros às filmagens, o constante estado de depressão, o álcool, os remédios, a difícil convivência com suas dualidades…mas, também graças a Michelle, o que se vê na tela é também o outro lado, o charme e o fascínio da atriz instintiva, a mulher de corpo e rosto sedutores, quase irresistíveis, o sucesso no mundo todo e a vasta legião de seus fãs, sendo instantaneamente capaz de despertar grandes paixões…no filme estão também a grandeza e o magnetismo de sua presença, tão exponenciais e surpreendentes, a ponto de, em uma fração de segundos, obter a aprovação e a eterna admiração de quem em um momento atrás a havia criticado.  Sob a direção de Simon Curtis, o elenco todo é ótimo (Kenneth Branagh faz um Olivier bastante interessante, Eddie Redmayne está ótimo como Colin Clark, Judi Dench aparece pouco mas sempre majestosa), bem como a trilha sonora, fotografia etc.  Michelle Williams foi indicada ao Oscar 2012 de Melhor Atriz e não seria injustiça ganhar, embora vá concorrer com o talvez mais perfeito desempenho da carreira de Meryl Steep (atriz que deveria inclusive ser hors concours), como Margareth Thatcher.  8,9

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