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LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES

Um belo musical, com muitos instantes inspirados, poéticos e uma música lindíssima (City of stars), a qual é apresentada ao longo do filme com vários tipos de arranjos (violão, piano, orquestra, vozes…). A cena inicial, inclusive, é um primor. Entretanto, há um fato negativo perturbador, que é o de o filme ter recebido tantos prêmios e elogios da crítica americana e estrangeira (Critic Choice Awards e Globo de Ouro 2017 por enquanto), que isso acaba gerando uma expectativa muito difícil de ser totalmente satisfeita. Não decepcionam o roteiro ou a direção, que são ótimos – Damien Chazelle, o mesmo de Whiplash -, muito menos o elenco e os protagonistas – para mim, Ryan Gosling é um ator muito bom, mas Emma Stone é uma atriz perfeita. Mas alguns detalhes, sim, inclusive por comparação, como o fato de o par central cantar apenas razoavelmente, fato que não ocorreu em filmes como Mamma mia ou Moulin Rouge, por exemplo, nos quais todos os cantos eram maravilhosos (mesmo que havendo dublagens). Essa falta de vigor que se manifesta muitas vezes no cantar também é sentida em alguns momentos das danças, embora sejam todas bem executadas…mas nem perto de um Cantando na chuva, por exemplo. Tais fatos fazem com que o filme não seja arrebatador como era de se supor, justamente em muito pela expectativa enorme que a premiação e o falatório sobre o filme causaram. Mas mesmo assim é uma bela obra em seu conjunto, um filme muito bonito plasticamente, um musical bem feito e que valoriza/resgata o gênero (os arranjos e orquestrações são muito bonitos) e que tem momentos memoráveis e importantes, como o diálogo do casal sobre o triste destino dos sonhos frente à realidade, como os das questões envolvendo a sobrevivência do jazz, as dificuldades do show business etc. Superados tais fatos, resta também a cada espectador gostar ou não do seu desfecho, que para mim veio em um belo momento, em que a realidade cedeu aos devaneios e depois retomou seu rumo, mesmo que para um futuro talvez imprevisível… 8,8

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