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BLADE RUNNER – CAÇADOR DE ANDRÓIDES

Depois de ver um filme oito ou nove vezes a gente certamente ganha de um lado  e perde de outro. Perde a surpresa, alguns elementos que nos fascinaram nas primeiras exibições. Mas ganha descobrindo coisas novas e principalmente  confirmando as qualidades: das músicas, principalmente a música-tema, da direção, do roteiro, da direção de arte/produção visual, fotografia, elenco etc. Este filme, de 1982, é belíssimo esteticamente, entretanto vai muito mais além, discutindo questões existenciais. Principalmente. Não há dúvidas de que “Blade Runner” é um cult, clássico da ficção científica. Um filme a ser lembrado e preservado na história do cinema.  Harrison Ford já heróico, Sean Young misteriosa e linda, Daryl Hannah fria e perigosa, Rutger Hauer um vilão extraordinário…em uma Los Angeles de 2019, segundo a concepção do renomado diretor Ridley Scott (“Alien”, “Thelma e Louise”, “O gladiador”…): escura, fria, chuva ácida, onde parece não haver mais espaço para as relações, tendo efervescido só a tecnologia que também dá vida aos enormes outdoors (com propagandas orientais, assim como chinês é o comércio e o policial que marca o filme com seus origamis – importante marca no final). Tecnologia que criou os replicantes, perfeitas imitações do ser humano, só que com a existência limitada no tempo, conforme a programação de seus criadores e o tipo do andróide. Alguns replicantes parecem ter sentimentos, outros  consciência de sua finitude, outros se tornam violentos e precisam ser “retirados”, justamente pelos blade runners. Para se reconhecer um replicante, muitas vezes só por meio de teste específico… Com os carros circulando em pleno ar e as moradias sombrias e úmidas, um futuro entre realista e pessimista,  mas cuja humanidade de repente parece brotar, inesperadamente, como um fio luminoso de esperança…os 10 minutos finais são dos mais belos momentos do cinema: revendo o filme em blue-ray, na versão final do diretor – que achei a melhor -, novamente me arrepiei nessa cena quase final, literalmente…”time to die”…Essa versão final do diretor não tem a narrativa em off nem a cena final da viagem. Felizmente.  9,5

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