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PATERSON

O diretor é Jim Jarmusch, de Amantes eternos, um sujeito nada convencional. O ator principal, e que está muito em voga, é Adam Driver. Só que aqui não há nada de insólito, de estapafúrdio, de estranho…ao contrário! O que o filme mostra é a rotina de um motorista de ônibus honesto, correto na profissão, que capta as coisas que se passam à sua volta e escreve poemas em um caderno. Vivendo na cidade cujo nome ele também carrega e que dá título ao filme. Ele tem uma esposa, com quem se relaciona de uma maneira afetuosa e madura, extremamente respeitosa, um cachorro, uma vida simples e o filme mostra isso. Na verdade, o que vemos é um resgate à dignidade em meio aos caos em que todos vivemos hoje em dia. Um profissional correto, um relacionamento digno e positivo, cenas que resgatam a esperança no ser humano e no futuro da humanidade em uma cidade que não cedeu aos apelos da modernidade, dos shoppings e o próprio personagem recusando inclusive o uso do celular, entendendo que poderia viver muito bem sem ele. Uma melancólica rotina e que em alguns momentos apresenta surpresas (duas delas bem desagradáveis). Algo delicado, bem construído e que na sua singeleza consegue transmitir uma bela e significativa mensagem, trazendo delicadeza e algumas cenas bastante marcantes (a da menina e a do cachorro são antagônicas mas acabam no desfecho com o presente surpresa do japonês). Claro que o que acima está colocado como virtude, pode para alguns significar um filme monótono e de pouco sentido. Mas faz parte do gosto de cada um.  8,7

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