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KISS ME DEADLY (A MORTE NUM BEIJO)  

Trata-se de uma produção americana de 1955, dirigida por Robert Aldrich (O último pôr do sol, O que terá acontecido a Baby Jane, O voo do Fênix, Os doze condenados…). Há os fãs e há os que viram no filme uma miscelânea de virtudes e defeitos. E que é o meu caso. O que primeiro chama a atenção no filme é a maneira original de serem apresentados os créditos iniciais. Em seguida, a magnífica fotografia! Realmente, nisso o filme é exuberante (o diretor de fotografia, Ernest Laszo, ganhou vários prêmios por seu talento, inclusive um Oscar). Depois, o filme tem os vários ingredientes do cinema noir: um mistério a ser desvendado, pistas que vão indicando algum caminho para o detetive às voltas com o perigo o tempo todo, o barman conhecido, o número de blues ao som do piano, diálogos afiados etc. E além de tudo uma sensualidade incomum para a época. Então por que não é um clássico? Na minha opinião pela inconstância dos aspectos positivos e negativos do roteiro, pela falta de carisma do galã (embora tenha o ótimo nome de Mark Hammer, faça o tipo do detetive habitual e seja esforçado), por algumas performances irregulares (a loirinha é muito ruim) e por uma ou outra cena bisonha – apesar de ser festejado pelos críticos, o final para mim soou mais ridículo do que outra coisa. Mesmo assim, pelo lado positivo e pela curiosidade e tensão, já a partir da sua primeira cena (reitero: com a ótima fotografia!), merece destaque entre as produções noir da época.  7,8

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