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A ESTUDANTE E O SENHOR HENRI

Daqueles filmes franceses simples e singelos, que vão devagarinho conquistando território. Filme de relacionamentos, mas não necessariamente de casais. E à medida em que o filme vai se desenvolvendo em nós, também acontece o mesmo com os bons sentimentos que desperta. Os franceses parecem ter o dom do desapego das coisas materiais e com isso concentram sua energia no curso da vida e na busca das coisas que valem a pena, em síntese, da felicidade. E, de repente, sintetizam tudo com algumas palavras e alguns gestos ou olhares. E vendo um filme assim, compreendemos como é simples aquilo que tendemos complicar, como são tênues os limites da liberdade diante do que a sociedade ou até mesmo nossos pais nos impõem. E mais uma lição: é possível tornar um relacionamento rico com a simples generosidade, com o mero sair dos limites de seu próprio ego e tentar se colocar no lugar do outro, o que a filosofia oriental chama de compaixão. E até mesmo os clichês assumem grande importância quando feitos com o coração. Mesmo o final dramático acaba não causando qualquer quebra, pois até parece que os franceses não sabem fazer diferente…e tudo acaba tendo o seu valor. Claude Brasseur é um ator hoje com 80 anos, mas é muito bom e possui um extenso e importante currículo de filmes. E faz aqui um ótimo personagem. É dele a frase que fica, embalada pela linda música ao piano: “A vida não se resume a se fracassar ou a se ter sucesso…é outra coisa”.  8,0

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