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A BRUXA (THE WITCH)

a-bruxa-cartazSe o filme for examinado apenas sob a ótica do gênero, é dos melhores realmente. Porque oferece até mais do que inicialmente se espera dele: não só pela ambientação do século 17 e da locação repleta de reticências, mas pelo clima de permanente mistério, suspense e terror implícito que perdura ao longo de toda a história, com uma trilha sonora que não deixa o espectador relaxar. O elenco é ótimo e a atriz e modelo Anya Taylor-Joy, de apenas 20 anos, traz um desempenho bastante eloquente. O diretor e roteirista Robert Eggers, aliás, ganhou o prêmio de direção em Sundance. Entretanto, a minha sensação foi de que faltou alguma coisa para o filme se tornar uma obra acabada…principalmente senti alguns problemas na montagem/edição: apesar de haver sequências e planos cortados propositadamente, fiquei insatisfeito com algumas cenas, algumas “ligações” entre uma e outra cena…fora o fato de que achei totalmente inverossímil o lugar onde a família passou a morar ter sido construído do nada por apenas uma pessoa. De todo modo, um filme que foge do padrão do terror usual, tem um final memorável e cumpre com o objetivo de manter, quem assiste, tenso o tempo todo, realizando a melhor experiência do horror, que é sempre a que fica por trás do que se mostra…fora talvez algumas mensagens que podem ser lidas por quem tiver boa vontade, enfocando o fanatismo religioso, feminismo, entre outros temas.  8,0

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