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1922

Pode existir crime sem castigo? Produção Netflix para quem gosta de dramas fortes (com pitadas policiais), de suspense/mistério e até terror, inclusive porque baseado em obra de Stephen King. A apresentação já dá a tônica do filme: a câmera sai de um poço e em seguida aparece a cidade de Hemingford em pleno ano de 1922, com a costumeira competente reconstituição de época do cinema americano. E o personagem principal narrando os fatos que ocorreram e que o levaram onde está. O clima pesado – ajudado pela trilha sonora e fotografia – perdura até o final do filme e a história não é nada enaltecedora, enfocando alguns personagens e seus trágicos destinos. Mas é uma obra a ser apreciada, embora esse tipo de história contando o preço das escolhas, a decadência do ser humano etc. não seja novidade. Mas tem toques originais e, como já dito, pode ser saboreada mesmo em seu amargor por pessoas dispostas a algo mais denso e dramático e que apreciam o gênero. O filme em instante específico, para se ter uma ideia, lembra “O iluminado”, de Kubrick, talvez tendo sido em homenagem mesmo. A interpretação do ator Thomas Jane é excelente, inclusive pelo sotaque, adequado à região onde tudo se passa (a Nebraska das grandes planícies, mas também do frio intenso). Também está ótima, como sempre, a atriz Molly Parker. E o importante mesmo é a lição que fica, no sentido de que escolher é sempre possível e, principalmente, de que somos os únicos responsáveis pelo rumo que damos à nossa vida.  8,0

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