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BARRY LYNDON

A direção do filme, por Stanley Kubrick (que também o roteirizou e produziu), dispensa comentários, porque foi um dos maiores cineastas de todos os tempos (Spartacus, Lolita, Dr. Fantástico, 2001 uma odisseia no espaço, Laranja mecânica, O iluminado, De olhos bem fechados…). É um filme de época (século XVIII, rodado na Inglaterra) produção anglo-americana de 1975. Lento, mas para ser apreciado aos poucos pela história que conta, com uma trilha sonora adequada (estilo clássico) e com grande destaque em momentos importantes do enredo. Bela fotografia, cenários, figurino, o filme não teve o sucesso esperado, mas é tido como grande obra do direitor por figuras respeitáveis do mundo cinematográfico, como Martin Scorsese, que enaltece justamente seu ritmo lento, como revelador da profundidade dos personagens e da trama e fator que permite que o espectador vá bem captando emocionalmente cada momento. Algumas cenas do filme são notáveis realmente e um detalhe muito interessante é o uso apenas de velas nas cenas noturnas. Não é uma obra-prima, mas se mantém forte ainda hoje pelas suas qualidades, que são maiores do que seus poucos defeitos: um deles talvez a duração excessiva, o outro a atuação ruim de Marisa Berenson, na maior parte das cenas fria ou ausente. Ryan O´Neal está razoavelmente bem, mas apenas isso. Felizmente o restante do elenco é muito bom.  8,5

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