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UNA

O filme mergulha fundo em um tabu. Mas de forma crua e fria, como é característica do cinema nórdico. Aqui, porém, se trata de produção americana e a abordagem é diferente da trivial. Polêmico, vai despertar os mais variados sentimentos e gerar diferentes críticas, dependendo de quem o vê e da forma como será interpretado. Alterna-se força e fragilidade, é constante a perplexidade e a dúvida no julgamento dos fatos…Um drama que acaba sendo um filme de suspense. Rooney Mara faz esplendidamente a personagem adulta e Ben Mendelsohn também está ótimo. Parece em certas horas não haver vítima ou bandido, em outras sente-se o peso da civilização. O filme é frio nas cenas (note-se os espaços da fábrica…), como se estivesse tentando ocupar uma posição neutra – que a fotografia e os movimentos de câmera valorizam -, de todo modo poupando o espectador de violência ou de nudez e fazendo apenas sugestões e marcações sutis…Mas sempre com densidade. Difícil de digerir, incômodo, talvez desumanize demais a personagem…talvez faça referência proposital a Lolita. Talvez romantize o que não deveria…Mas merece ser visto por quem aprecia filmes desse estilo (pode-se dizer “filme de arte”). 8,5

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