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THELMA

Um drama norueguês, com mistério e suspense,  denso e que trataria de uma história comum se não fossem algumas “peculiaridades” envolvendo a protagonista. Após a primeira misteriosa e impactante cena, acompanhamos com curiosidade a adaptação da jovem à nova rotina (de estudos na capital, Oslo), tentando fazer amigos, levar uma vida normal, para tentarmos descobrir, afinal, qual o significado da primeira cena. E o que essa moça tem de errado com ela…mente perigosa? Poderes paranormais? Ela própria com o tempo sente que não é exatamente como as outras pessoas, mas não sabe explicar. Convulsões antigamente se pensava que eram obra de bruxas…E o peso do pecado, da culpa…pelos conceitos cristãos, os ensinamentos religiosos vindos dos pais…injusta carga sobre os ombros de quem precisa mergulhar nas experiências novas da idade, deixar-se desabrochar (inclusive quanto à sensualidade). E assim vai sendo conduzido o enredo e tornando o espectador cúmplice dos fatos, que lentamente vão compondo a história e revelando os segredos. Que são terríveis e a partir de certa parte o filme se potencializa e muda de gênero. Ótima atuação de todo o elenco, com grande destaque para a atriz que faz o papel de Thelma. Belas imagens, alguns personagens complexos, bem realizado, estranho em muitos momentos, assustador em outros, com muitas reticências, ricas, que podem render variados comentários sobre sua construção e concepção, um filme para quem gosta do gênero.  7,8

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