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THE EXCEPTION (THE KAISER´S LAST KISS)

A história é conhecida, isto é, o roteiro não tem novidade alguma nesta produção britânica recente. Mas a “roupagem” (a forma) é atraente e envolvente, porque se trata de uma produção de grande qualidade, em todos os sentidos. Inclusive a atuação de Christopher Plummer, fazendo um personagem forte e com tiradas irônicas a respeito de assuntos sérios (envolvendo SS, Gestapo etc.) de uma época que já não era mais a sua. Além dele, todo o elenco é muito bom, com destaque para Lily James – a Cinderela – interpretando Mieke e Eddie Marsan interpretando o chefão alemão Himmer. Perfeitos também a trilha sonora, a fotografia e a edição, que dão ótimo ritmo ao filme, o qual confronta as ideias e atos nazistas com a ideologia dos que pertenciam ao regime até então vigente – desse aspecto, inclusive, vem o nome do filme (“A exceção”) e o roteiro esclarece isso. Um diálogo muito significativo entre o capitão e o coronel: “Um oficial pode ser leal a algo maior que seu país?” “Primeiro ele deve responder à pergunta: o que é o meu país? Ele ainda existe?”  A parte final do filme é empolgante, sem esquecer algum lirismo como o do diálogo entre o Kaiser e a esposa (a excelente Janete Mc Teer) e também o das derradeiras cenas. Em suma, alguns clichês, mas que, afinal, não fazem mal algum (e muitos são desejados até!), em um filme tão bem feito como aqueles minisséries que a boa TV passa, sobre os dramas da Segunda Guerra, que nos deixam depois com a sensação acalentadora e invencível da vitória do bem sobre o mal.  8,8

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