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TARÂNTULA

A década de 50 foi extremamente fértil em filmes de ficção científica. Alguns deles notáveis (como O incrível homem que encolheu), outros interessantes e a maioria descartável, apenas para assustar ou provocar boas risadas com o besteirol ou com os efeitos especiais péssimos/amadores (uma grande parte). Este filme se enquadra na categoria dos interessantes, inclusive porque foi escrito e dirigido por Jack Arnold, que um ano antes havia feito sucesso com O monstro da lagoa negra (1954) e dois anos depois faria a sua grande obra (sem dúvidas,  O incrível homem…).Este filme tem como mérito o andamento e o suspense, porque não tem pressa em mostrar e explorar a presença do monstro na tela (que o nome do filme já revela o que é…), construindo lentamente a história com as explicações para o fenômeno, as quais não assim tão sem pé nem cabeça como na maior partes dos filmes fantásticos e de ficção científica da década. Portanto, é um bom roteiro. É verdade que os personagens não são aprofundados e os diálogos não possuem uma graça especial, mas o filme é divertido e pode até mesmo ser tido como um dos clássicos B da época, com um final inclusive plausível e ao que parece o único possível diante das circunstâncias (apesar do “The end” abrupto). De negativo, obviamente as perspectivas quanto ao tamanho da aranha, que variam de uma cena para outra, demonstrando o incipiente profissionalismo nos efeitos especiais, que em poucos anos, contudo, já mostrariam grande evolução (vide o citado “O incrível homem que encolheu“). Trabalham no filme o galã da época John Agar, a bela Mara Corday e Leo G. Carrol (que anos mais tarde faria o papel de “chefe” na série dos anos 60 Os agentes da UNCLE). 8,0

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