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SPRING

MV5BMjMwNzM2OTk3OF5BMl5BanBnXkFtZTgwNjExOTU0NDE@._V1_SY317_CR0,0,214,317_AL_Este filme é muito bem dirigido e tem um clima de total normalidade em quase toda a exibição e certamente na primeira meia hora. Nada de suspense, ficção científica ou terror. Apenas um drama. O ator é ótimo (Lou Taylor Pucci) e faz o personagem também ser cativante, de modo que vamos acompanhando com bastante interesse os fatos de sua vida e também suas aventuras, dos EUA para a Itália. Mas em alguns momentos dessa normalidade vamos tendo flashes que parecem querer nos transmitir um recado: em algumas cenas, o primeiro plano da câmera faz foco em insetos peçonhentos, animais mutilados…vemos uma flor desabrochando em segundos…Imagens bonitas (em belas tomadas e cenários!) passam a conviver com um clima que parece meio sobrenatural. O roteiro do filme é muito bom, os diálogos realistas, os personagens verossímeis, de modo que a fantasia passa a ser apenas um detalhe, embora acabe sendo o ponto central da trama e definindo o gênero do filme, que inclusive muda repentinamente de um momento para outro. Parece haver uma queda a partir daí, mas logo o foco se faz novamente (mérito também da bela Nádia Hilker) e somos brindados até mesmo por alguma filosofia sobre o amor, a vida, sua finitude…Algumas cenas são fortes e poderão chocar. Mas não são tantas assim e quem não ler qualquer sinopse certamente poderá apreciar de forma mais completa e satisfatória essa viagem pelo inesperado e pelo desconhecido…A dupla Moorhead e Benson dirige, produz, edita, enfim, tem todo o mérito pela realização desse filme, tão bizarro quanto interessante/instigante e que ganhou o primeiro lugar no Festival do Cinema Fantástico de Paris. 8,3

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