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RESPIRE

586445Um filme de 2014, dirigido com grande sensibilidade por Mélanie Laurent (excelente atriz). Drama francês e que necessita desse elemento seguro, pois conta uma história comum a muitos de nós aos 17 anos e, portanto, deve, na forma, obter seu mérito: para construir a “anatomia” da paixão. Assim, embora a história não seja nova, a maneira de contá-la é muito elogiável e impactante, tecendo uma radiografia do drama de se apaixonar: a dor, a tristeza, a força indomável e que ninguém em volta parece perceber o quanto escraviza, o abandono e o abandonar…Nesse sentido, ao lado da ótima direção, são notáveis as duas protagonistas: Joséphine Japy, fazendo a personagem mais contida (e com doença respiratória) e que se transforma magistralmente e Lou de Laâge, a liberal e arrebatadora (uma espécie de Luana Piovani francesa). Ótimas imagens, delicada abordagem, um filme bonito no sentido da força de suas cenas (inclusive a influência da relação dos pais sobre os filhos) e de seu tema central, competentemente explorado e levado à tela, a partir inclusive da significativa pergunta feita pelo professor em uma das aulas (em outras palavras): “A paixão é o muro ou a ponte para a liberdade”? O título do filme também é ótimo, pois possui o duplo sentido da metáfora, obtendo sua valorização máxima na cena final. 8,0

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