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QUE DIOS NOS PERDONE

Um belíssimo filme policial espanhol, passado em Madri. Um thriller de primeira linha, envolvente, mostrando a perseguição a um assassino, pista a pista e com uma conduta obsessiva dos policiais e que, aqui, são o atrativo principal: embora todo o elenco seja de bons atores, quem se destaca realmente é a dupla de frente, formada por Velarde, muito bem interpretado por Antonio de La Torre, introspectivo, gago problemático e Alfaro, seu parceiro, antissocial, daquelas personalidades e temperamentos descontrolados e explosivos  que amedrontam até mesmo os próprios colegas da delegacia, em um desempenho de grande destaque do ator Roberto Álamo – que por ele ganhou o Goya 2017. Aliás, o filme concorreu, no Oscar espanhol, também nas categorias de melhor filme, diretor, roteiro, montagem, fotografia e ator coadjuvante (Javier Pereira). A partir de certo ponto as coisas começam a ficar extremamente tensas, violentas (a trilha sonora detona!) com algumas cenas fortes inclusive e que podem incomodar os mais sensíveis. Na sua parte final, o filme é, além disso, absolutamente surpreendente, comprovando uma vez mais a inegável qualidade do cinema moderno espanhol. Filmaço.  9,0

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