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OS PASSAGEIROS (LES PASSAGERS)

les passaServindo de veículo condutor  –  nos dois sentidos, para o filme e para os personagens  – os ônibus/trens elétricos que atravessavam as ruas da Paris nos anos 90 (embora pareça evocar épocas mais antigas), vemos desfilarem alguns personagens do cotidiano, com suas vidas e histórias.  É um original e interessante estudo da natureza humana, de sua essência, desencontros, solidão, medos, inclusive pelo advento da AIDS, em um trabalho aparentemente simples: é que, apesar de sua aparente despretensão, o filme filosofa sobre a sexualidade e suas facetas, a industrialização, a tecnologia e o desemprego (…e o Homem, quando ele vai importar???), a melancolia do cotidiano e da decadência, entre outros temas que desafia de frente. Por esse aspecto, intelectualizado, não é para todos os gostos. O título é ambíguo, pois também se refere à própria vida e o filme integrou a Seleção Oficial de Cannes 1999, tendo uma última cena que ao mesmo tempo em que se revela uma metáfora algo complexa, igualmente demonstra o enquadramento do filme como “filme de arte”.  8,0

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