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O TURISTA ACIDENTAL

No começo o filme (1988) não anima muito, parecendo não oferecer nenhuma novidade, inclusive no que diz respeito ao seu personagem principal, sujeito que parece permanentemente deprimido, escritor de guias de viagem para executivos que prefeririam ficar em casa. Claro que ele tem um forte motivo para a depressão, que é o mesmo que afeta o seu casamento…Mas o roteiro é bom, evolui naturalmente, cresce e se firma, quando já estamos envolvidos com pleno interesse no destino dos personagens – a princípio imprevisível. Nesse instante, sente-se perfeitamente o que é se estar diante de um filme bem dirigido (Lawrence Kasdan) e com um elenco extremamente afinado e competente (William Hurt, Geena Davis e Kathleen Turner – atriz por quem todos éramos apaixonados). Aliás, sete anos antes, esse mesmo cineasta já havia dirigido a dupla William-Kathleen no sensual drama de suspense Corpos ardentes  (Hurt também trabalhou em O reencontro, outro belo filme do diretor). A sintonia continuou intacta. E a mão firme de Kasdan prossegue, aprofundando as questões importantes e desaguando em um final com bonita cena e, como o restante do filme,  pontificado pela trilha sonora de muito bom gosto. Como diz o protagonista, talvez a questão não seja exatamente o quanto se ama alguém, mas no que a gente se torna quando esse alguém está conosco.  8,0

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