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MON ROI

mon-roi_t92847_jpg_210x312_crop_upscale_q90Apesar do título – que carrega a inteligência e a sutileza francesa -, o filme é contemporâneo. Perfeito o nome do filme e nos mais variados sentidos, como a história vai mostrar. Trata-se de um drama que incomoda, porque relata uma difícil e neurótica relação de casal, um universo nada incomum mas complicado de administrar, onde conflita a expectativa de uma vida normal com a personalidade e os problemas individuais, quadro construído com maestria por um par de “atores” excepcionais: Vincent Cassel e principalmente Emmanuelle Bercot. Um maravilhoso desempenho de ambos, pode-se dizer que um trabalho perfeito dela, tanto, que ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes 2015 (maio), empatada com Rooney Mara (por Carol). É um drama forte, um relato pesado de uma relação explosiva, inconstante e com muitas decorrências psicológicas. Não é para todos os gostos, mas se trata de um filme muito bem feito e, como dito, extremamente valorizado pela interpretação do par central, que evidentemente foi muito bem dirigido por Maïween. É um filme realista e que mostra a complexidade de uma relação, que na visão de alguns pode ser tida como normal, mas na de outros como absolutamente doentia. Há instantes de muita emoção, de variados tons, como em uma relação maníaco-depressiva…De todo modo, cada um pode se identificar à sua maneira…ou não.  7,8

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