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LEON ON PETE

Este é um filme produzido no Reino Unido (co França) sem rebuscamentos, sem efeitos especiais, sem heroísmos baratos e seu título ostenta o nome do animal com o qual interage o personagem principal. Seu mérito é o de contar muito bem uma história de pessoas e conexões, que nada tem de extraordinária e que podemos observar ao nosso redor, ou mesmo imaginar a sua existência, embora a realidade do filme enfoque o noroeste americano (Idaho, Oregon, Wyoming…). São as tragédias do dia a dia, mostradas sob vários enfoques e uma difícil e desafiadora jornada que acompanhamos com interesse, conduzida pelo personagem adolescente-adulto muito bem interpretado por Charlie Plummer. A sua competência na interpretação, aliada à do roteirista e diretor Andrew Haigh (Weekend, 45 anos…) nos tornam cúmplices das emoções (inclusive em parte road movie) e da determinação da procura, provocando inclusive reflexões diversas…por exemplo sobre como seria ficar de repente sem referências no mundo, com um tênue fio de esperança e dele parecer depender nosso destino…A trilha sonora, a fotografia, tudo é muito bem dosado e a história é contada sem exageros e sem pieguices. Talvez o filme, afinal, traga uma lição sobre perseverança, sobre tenacidade, sobre o livre arbítrio ou até sobre a sorte ou o azar…pode-se até concluir que, de certo modo, acabamos sendo todos  sobreviventes e a dor e o desespero ficam dependendo apenas da cor que atribuímos a elas: são as perdas e as atitudes de superação. De todo modo, um filme sensível e comovente, onde também atuam o ótimo Steve Buscemi e Chloë Sevigny, entre outros.  8,5

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