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KIM NOVAK NUNCA NADOU AQUI

O título deste filme sueco faz referência ao mito do cinema, que pela beleza é associada com a nova professora da escola e que se transforma em musa dos alunos. O tipo de narrativa não é novo. Mas é eficiente. O personagem já adulto contando a história de seus tempos de adolescente no início dos anos 60, época em que ele (Erik) e um amigo novo (Edmund) vão passar as férias de verão em uma casa no campo, junto com o irmão do primeiro (Henry). A narração pelo próprio personagem que vivenciou os fatos cria ao mesmo tempo um distanciamento e uma intimidade muito interessantes. E o filme é muito bem feito, desperta a curiosidade, tem um ótimo andamento, dinamismo, interpretações muito boas e naturais, direção segura e sem deslizes. É uma história dos tempos de pré-juventude, que envolve aventuras, descobertas (entre elas o sexo, claro) e mais para o final – ótimo – um caso policial. Que também instiga e traz um mistério a ser desvendado. Não tem aquelas abordagens de rito de passagem típicas do cinema americano (com trilha comovente, imagens de fim de tarde etc.) e sim a linguagem própria do cinema nórdico, mas mesmo assim – e às vezes por isso mesmo – é um filme muito agradável de se assistir, com ótimos momentos e que pode evocar muitas lembranças, afinal, quem não as tem dessa idade, tão terrível e maravilhosa ao mesmo tempo?!  8,7

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