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HAPPY END

Este é um filme francês (co-produção Alemanha-Áustria) que participou de vários festivais, incluindo Cannes 2017, com Isabelle Huppert (que é a Meryl francesa – mais ou menos) e Jean-Louis Trintignant, entre outros e que pode ser definido como um drama hermético e incluído na categoria “filmes de arte”, ou seja, aquela que agrada mais a públicos especiais. Na verdade, usando uma expressão popular, em muitos momentos o filme é absolutamente pedante, cansativo. Primeiro, porque demoramos a nos adaptar com os vários personagens e definir quem é quem, além de também termos que nos acostumar com a morbidez que acompanha boa parte da trama (visão pessoal do cineasta). E segundo e principalmente, porque há cenas com uma duração excessiva, como, por exemplo, a cena do karaokê…essa é uma característica do cinema francês que o torna aborrecido às vezes, embora o diretor seja Michael Haneke e saiba o que faz (A fita branca, A professora de piano, Amor) – apesar de ter realizado obras quase indigeríveis, como Caché. Entretanto, à medida em que a história vai transcorrendo e a familiaridade com os personagens aumenta, o filme cresce. Também porque alguns segredos vão emergindo e com impacto somos levados a conhecer fatos do subterrâneo de alguns personagens e a maldade maior acaba vindo de onde nunca esperaríamos. O filme então acaba se justificando e também a sua densidade. De todo modo, é daquelas obras que permitem diversas interpretações, justamente pela ironia que orbita em torno do drama e a inteligência por trás de sua realização. A  última cena, inclusive, seria até bastante cômica, se não fosse absolutamente trágica.  7,8

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