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CREED

CPoGdcdUEAImmpHPara os que conheceram Sylvester Stallone nos tempos de Rocky, o lutador, foi uma grande surpresa sua indicação para Melhor Ator Coadjuvante no Globo de Ouro de 10 de janeiro, domingo passado. Mas a surpresa foi ainda maior quando ele foi anunciado como vencedor. E mais: ovacionado por todos os presentes. Ao assistir ao filme, porém, conclui-se que o aplauso não ocorreu apenas por respeito ao tempo de carreira do ator ou por compaixão, mas sim por merecimento. E a surpresa cede vez à admiração. Mas não só ele está desempenhando perfeitamente e sem afetação o seu papel, como o próprio filme tem esse enfoque, mostrando os fatos sem aquela roupagem espalhafatosa de sempre, de um modo bem menos forçado. Lógico que para Hollywood e para um filme de boxe e de Stallone, ainda mais envolvendo a saga Rocky, não é possível deixar de apresentar inúmeros clichês. Mas o que houve aqui foi o acerto no “tom” e na harmonia das coisas. Desde a interpretação de Stallone, passando pelo ótimo Michael B. Jordan e os demais do elenco, nota-se uma naturalidade, uma humanidade maior do que existia na série que iniciou em 1976. E isso faz com que aquilo que não é novo ainda assim permaneça atraente. Ainda mais quando a emoção é assegurada nas aguardadas – e, claro, previsíveis – cenas finais, onde ocorre a grande luta. Aliás, muitíssimo bem filmada, com muita adrenalina. Melhor do que a série “Rocky” no geral, este filme não serviu apenas para um reencontro do ator com o passado que o tornou famoso, mas para o seu aperfeiçoamento, compondo com a experiência e a maturidade não apenas um ótimo personagem, mas também um filme bem acabado e que tem como título o sobrenome do maior adversário de Rocky Balboa (Apolo Creed) 8,0

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