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CAFÉ SOCIETY

Drama com comédia, americano e que se passa na década de 30. Não está entre as grandes obras de Woody Allen (porque conta uma história sem grandes surpresas ou originalidade – com repetições até), mas é um bom filme e um Woody bom já é melhor do que a média (regra que tem valido na última década pelo menos), principalmente pelo domínio que o diretor tem sobre sua obra e seu capricho quanto à forma. A esse respeito, não há dúvidas de que o diretor chegou a um nível que não cairá mais, sendo o perfeccionismo uma de suas marcas registradas. Os cuidados com um filme chegam agora a um ponto superlativo: fotografia e tomadas impecáveis (que choque maravilhoso o da primeira cena, com uma imagem exuberante após os créditos iniciais !), como estão plenamente harmônicos todos os demais fatores, incluindo direção de arte, figurinos, cenários, trilha sonora (embora seja a costumeira, jazzística)… E por trás sempre o humor social ácido, como na frase do cunhado intelectual “viva cada dia como se sua vida fosse ali acabar…um dia dará certo!”. Não é um filme arrebatador, dentro da obra do diretor pode ser tido como mediano, mas tem lá os seus momentos marcantes. Quanto ao final, pode-se gostar ou não. De minha parte, achei muito bom. Apenas faço algumas restrições  quanto ao elenco, embora tenha achado muito boa a atuação de Steve Carell, : não gosto quando alguém faz o alter ego do diretor (fato até comum nos filmes de Woody) e não gosto do ator Jesse Eisenberg, que para mim desempenha sempre o mesmo papel em todos os filmes. E também achei que Kristen Stewart está bem em alguns momentos, mas em outros o filme necessitaria de atriz mais consistente.  7,7

PS – por um equívoco técnico esta resenha deixou de ser publicada no ano passado (2016), quando o filme foi visto

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