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BEAST

Um drama policial com suspense (psicológico, em grandes doses – com permanente tensão do início ao fim), ou, para resumir, um thriller. De produção inglesa, 2017, magistralmente dirigido por Michael Pearce, também autor do ótimo roteiro. Pelo que consta, é o primeiro longa metragem desse premiado diretor de curtas. E já começou com todo o fôlego, porque se trata de um filme fascinante e que mantém o espectador o tempo todo interessado, ligado na história e principalmente sem saber o que virá a seguir. Somando-se à qualidade do roteiro e da direção a atuação magistral de Jessie Buckley, as competentes fotografia e a trilha sonora, fica composto um conjunto original e de elevada riqueza cinematográfica. Não que vá agradar a todos os gostos. É um filme de estranhezas. Algumas pessoas parecem agir fora do trivial, fatos e cenas são forçados (na minha visão, intencionalmente), os personagens principais são inquietos, enigmáticos e com isso geram a expectativa de poder acontecer qualquer coisa a partir deles. E isso é um mérito do filme e do elenco, porque vemos o quão inesperados podem ser os meandros do ser humano, o quanto diferentes podem ser as pessoas, o que são, o que buscam e o que ocultam. A alma humana é tão vasta e imprevisível, que pode realmente às vezes transitar por estranhezas e bizarrices. Talvez seja essa a explicação do título deste filme, que pode dar margem a muitos debates, mas que tem inegavelmente a marca da qualidade. 9,0

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