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A VIAGEM (CLOUD ATLAS)

Cloud atlasFilme novo com Tom Hanks, lançado no final de 2012, naturalmente para concorrer a alguns prêmios (Oscar de fevereiro de 2013) e realizado pelos criadores de Matriz. Deverá mesmo ter indicações ao Oscar, por razões técnicas e até porque Tom fez diversos papéis no filme, em alguns deles estando irreconhecível pela ótima maquiagem. Esses múltiplos papéis não são totalmente sem valor, mas em cada um deles pessoalmente eu só consigo ver Tom Hanks e não os personagens, por mais que ele se esforce (opinião/sensação bem pessoal, ressalto). Halle Berry também não me diz muito como atriz…acho-a sem sal. Quanto ao filme, eu o vi duas vezes, tanto pela necessidade de entendê-lo bem, quanto pela de senti-lo melhor. Na primeira vez o achei muito prolixo. Na segunda, nem tanto e percebi que a tal prolixidade na verdade se dá pela falta de conexão do que deveria estar interligado. Porque o tema é interessantíssimo e até pode ser definido por uma frase do filme, que é mais ou menos assim “Nossa vida não nos pertence, porque está conectada a outras vidas, do passado e do presente…cada ato bom ou mal que praticamos define o nosso futuro”. Por esse motivo, a ação se passa em várias épocas e em vários contextos (em um deles à la emoções juvenis/“família”, destoando do restante do filme), por essa razão também sendo fundamental a montagem, que funciona muito bem em muitas cenas – algumas ótimas realmente, sendo muito belo o enfoque dos dramas envolvendo a sinfonia que dá nome ao filme – e nem tão bem em outras.. Mas no final das contas, muitas coisas acabam ficando apenas nas reticências. O interessante é que o filme tinha tudo para ser espetacular. O trailer é espetacular, por exemplo. Há cenas ótimas,  histórias muito interessantes sendo contadas envolvendo miscigenação e raças, colonização, vida extraterrestre, passado e futuro da humanidade, bastante ação e efeitos especiais no futuro etc, Mas acaba ficando uma sensação de vazio, de “quero mais” e fica-se procurando o equilíbrio que mereceria e poderia ter tido para ser uma grande obra (roteiro adaptado), a obra que se pretendeu – no caso – pretensiosamente produzir. Uma pena, pela riqueza do material existente.  7,5

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